Iluminando a noite que foge, as estrelas cumpriram sua missão, e o amanhecer surge com seu esplendor e claridade, na bênção renovada do Criador para todos nós.
Devemos, pois, viver a vida, que é sempre curta e limitada nesta dimensão de existência, porém, imortal na eternidade dos tempos.
Valorize cada dia de sua vida, e ame a você mesmo, porque ninguém, mais do que você se conhece e pode fazer isso.
Por mais que muitos não se lembrem de você e somente se recordem de coisas desagradáveis que fez, são suas ações no bem que vão falar de você para Deus, na intimidade de sua consciência.
Na experiência da vida, as lições do Cristo nos elevam o espírito.
Na prática da misericórdia, nos tornamos dóceis. No enfrentamento da dor, nos fazemos mais humildes. Só a luta de cada instante nos fortalece por dentro.
E na vivência do amor nos iluminamos e nos aproximamos de Deus.
Interessante o pensamento do filósofo Immanel Kant (1724-1804), nascido na Alemanha, filho de um artesão e educado numa escola protestante, que pregava que o homem deve fazer o bem pelo bem, e não por obediência a códigos religiosos ou por temor de represálias dos seus semelhantes ou mesmo de Deus.
Dizia ele que fazia parte da natureza humana, ente superior e racional, o dever de ser honesto, justo e solidário.
O pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, autor de diversos livros sobre educação, poliglota, que depois dos cinquenta anos de idade se interessou pelos fenômenos espíritas, organizou cinco livros, entre eles “O Evangelho segundo o Espiritismo”; nesta obra (onde reuniu a lição dos benfeitores espirituais), no item 9 do capítulo XVI, relata a chegada do espírito ao mundo etéreo, após a morte do corpo físico: “Assim ocorre com o homem na sua chegada ao mundo dos espíritos: seu lugar nele está subordinado ao que tem, mas não é com ouro que o paga.
Não se lhe perguntará: quanto tínheis sobre a Terra? Que posição nela ocupáveis? Éreis príncipe ou operário? Mas se lhe perguntará: o que dela trazeis?
Não se computará o valor de seus bens nem dos títulos, mas a soma de suas virtudes”.